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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Símbolos de Portugal - Eléctrico de Lisboa

   Os eléctricos fazem parte da moldura de Lisboa. A cidade é conhecida pelos seus "pequenos comboios" amarelos que sobem e descem as colinas da cidade, levando com eles pessoas de todas as gerações e nacionalidades, com diferentes propósitos e destinos.
   A rede de eléctricos está integrada na empresa de transportes públicos Carris.

Total de carreiras - 6
Distância total das carreiras - 31 Km
Total de condutores - 138
Total de veículos - 63

Curiosidades:
  • Os condutores dos eléctricos são denominados guarda-freios;
  • A frota é constituída por 45 eléctricos remodelados (os mais conhecidos), 10 articulados (os mais recentes) e 8 históricos ligeiros (os mais antigos, de cor vermelho/grená);
  • Todas as carreiras prestam serviço na área metropolitana de Lisboa, à exceção da carreira 15E, que tem como destino Algés, servindo o município de Oeiras;
  • A rede que alimenta os eléctricos tem uma medida invulgar, que por essa razão é utilizada em poucos sistemas de transporte, a nível mundial. A natureza da rede é em bitola reduzida de 900mm, sendo a cidade de Linz a única rede urbana a utilizar o mesmo sistema de rede em transportes, como é o caso do eléctrico;
  • A alimentação da rede é de 600V em corrente contínua.

As carreias, atualmente, ao serviço dos lisboetas são:

12E: Socorro - Martim Moniz
15E: Praça da Figueira - Jardim de Algés
15E: Jardim de Algés - Praça da Figueira
18E: Caís do Sodré - Belém
18E: Belém - Caís do Sodré
24E: Praça Luís de Camões - Campolide
24E: Campolide - Praça Luís de Camões
25E: Campo de Ourique (Prazeres) - Praça da Figueira
25E: Praça da Figueira - Campo de Ourique (Prazeres)
28E: Martim Moniz - Campo de Ourique (Prazeres)
28E: Campo de Ourique (Prazeres) - Martim Moniz

O famoso eléctrico 28

   O seu trajeto inicia-se no Largo Martim Moniz, em pleno centro histórico da cidade de Lisboa, e segue em direção ao bairro da Graça, continuando até à Igreja de São Vicente de Fora. Prosegue a viagem, através de ruas estreitas, largos pitorescos e fachadas que contam a história medieval da cidade, até Alfama.

   No miradouro do Largo das Portas do Sol, a vista sobre a cidade e o calor, transmitido pelos raios de sol a refletir sobre as águas do rio, permite ao viajante seguir viagem até ao seu destino de cara lavada e com a certeza de que o paraíso é aqui, na Terra. Esta localização é também estratégica, no sentido em que, das Portas do Sol, se chega facilmente ao Castelo de São Jorge.

   O eléctrico segue o seu percurso em direção à Baixa Pombalina, passando ao lado daquela que é a sede do Patriarcado de Lisboa, mas também uma verdadeira testemunha da conquista da cidade aos mouros, protagonizada pelo fundador de Portugal - Dom Afonso Henriques. Pelo que começa a descer pela requisitada Rua da Conceição, onde o comercio tradicional  e os hábitos citadinos se fazem marcar, bem do jeito português.

   O Chiado é o bairro que se segue e, com ele, novas dinâmicas, arquitetura, decorada com pequenos frisos Art Nouveau, e comércio se vislumbram. De facto, tratasse de um local muito trendy, onde os jovens artistas se concentram, pela proximidade da Universidade de Belas Artes. E as pessoas, aí costumam passear para absorverem novas ideias, quer seja das montras de lojas, como através do contacto com um ambiente, onde as novas tendências de moda , musica e lifestyle se manifestam liberalmente nas artérias do bairro.

   Após passar pelo Largo do Camões e se ter tido a oportunidade de testemunhar a figura de outro grande escritor, que pelo seu hábito de tomar café na pastelaria A Brasileira, aí ficou imortalizado, fazendo as delicias de quem pára na esplanada para tomar algo ou simplesmente tirar uma foto, num largo normalmente repleto de pessoas e animado por artistas que aí aproveitam para fazer demonstrações das suas capacidades e criações artísticas, segue caminho para o Bairro Alto, dando o mote para um jantar ou plano com amigos, numa área caracterizada pela dinâmica noturna e convívio "fora de horas".

   O 28, desce a colina, desta vez, pela Calçada do Combo, tendo como notoriedade maior a Assembleia da República, onde os governantes e deputados portugueses se reuniam para definir e discutir as estratégias do país. Tendo como destino seguinte a Basílica e jardim da Estrela, o percurso continua através do bairro residencial, tipicamente associado às famílias tradicionais lisboetas, de Campo de Ourique e segue para o Largo dos Prazeres, onde está plantado um importante cemitério que acolhe algumas das figuras mais proeminentes da sociedade portuguesa que residia em Lisboa.

   Por fim, o famoso elétrico 28, famoso por causa do seu trajeto que faz a delícia dos visitantes, mas também de quem nasceu e reside na cidade das sete colinas, termina o seu percurso, mas nem por isso é merecedor de descanso, uma vez que chegando à sua última paragem dá a volta e regressa novamente ao seu ponto inicial - Largo Martim Moniz.

   Posto isto, quem utiliza o tradicional elétrico amarelo (remodelado, com a missão de transportar os cidadãos) ou grená (histórico, utilizado para percursos turísticos, com direito a guia local e explicações sobre os locais mais emblemáticos do trajeto) tem sempre a oportunidade de voltar a percorrer o caminho e deparar-se com novas perspetivas e ângulos diferentes que permitam conceber um ponto de vista sobre a cidade de Lisboa, uma cidade de gente humilde e simpática, de calçada e Tejo, de gaivotas e música, de cheiro e luz, de vida e saudade de um tempo que se esgota.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Sommelier - Vinho tinto "Outrora Clássico", 2013

OUTRORA CLÁSSICO
V Puro, Bairrada, Tinto, 2013
34.00€* *PVP indicado pelo consumidor

Fermentação em lagar e dois anos em barrica. Aroma muito fresco e alegre, fruto vermelho delicado, fumados de grande qualidade, percepção de complexidade e leveza. Belíssima acidez em boca, toque mineral, fruto do tipo groselha, tanino sólido mas polido e saboroso. Muita classe, carácter e presença.


2013 Outrora Baga tinto
Outrora Clássico



Região
Bairrada

Produtor
V Puro

Tipo
Tinto

Ano
2013

Grau
13.0º

Receita- Pão com Chouriço

Pão com Chouriço

O pão com chouriço é uma receita tradicional, muito apreciada entre os portugueses, normalmente durante o período do lanche/merenda ou ocasiões festivas.

Ingredientes:

500 gr. farinha de trigo sem fermento
200 ml. água morna
7 gr. fermento de padeiro (pode optar por fermento de padeiro em pó)
10 gr. sal
1 chouriço

Modo de preparação:

Misturamos todos os ingredientes (caso o fermento seja de padeiro, deverá dissolve-lo num pouco de água) numa tigela e amassamos muito bem, diretamente com as mãos. Até obter uma massa bem consistente.
Depois da massa se encontrar no ponto, polvilhamos com farinha e marcamos uma cruz no meio da massa, assim teremos um ponto de referência quando a massa já se encontrar levedada.
Em seguida tapamos a tigela com uma toalha e deixamos repousar cerca de 1 hora, num sítio com uma temperatura amena (não pode ser num sítio muito frio) para a massa começar a levedar.
Passado 1 hora destapamos a tigela e podemos começar a manusear a massa. Reparem que a massa deve estar bastante fofinha, ou seja, levedada.
Corte o chouriço em rodelas muito fininhas ou em pedaços pequenos, como preferir e separe.
Polvilhar com farinha uma parte da sua bancada para manusear melhor a massa, evitando assim que a massa se cole á bancada. Para retirar a massa da tigela sem que se pegue ás mãos coloque alguma farinha nas mãos e vá polvilhando a massa em volta da tigela.
Massa pronta, divida-a em 8 pedaços iguais, Estenda cada pedaço da massa em forma de um rectângulo, coloque generosamente rodelas fininhas de chouriço e vá enrolando.
Pré-aqueça o forno a 220º. Polvilhe com farinha um tabuleiro de ir ao forno. Coloque os pães com chouriço no tabuleiro e leve ao forno, sempre a 220º.
Aguarde 30 min. Retire do forno e enrole num pano até arrefecer.

Bom apetite!

Sommelier - Symington e Esporão entre o Top 15 das melhores empresas, a nível mundial, do vinho

   A revista Drinks International, iniciou em 2011, um projeto de avaliação e estudo do mercado dos vinhos, no panorama internacional, com o objetivo de classificar as melhores empresas vitivinícolas.

   Neste sentido, à nove anos que reúne profissionais de diferentes setores da industria do vinho: comerciantes, retalhistas, importadores, profissionais de bar, proprietários de garrafeiras e estabelecimentos de restauração, Master of Wine, críticos e jornalistas especializados em vinho, e profissionais de enologia.
   Em cooperação com uma empresa especializada em estudos de mercado, analise de estatísticas e consultoria - Wine Inteligence, que realizou cerca de 160.000 entrevistas a consumidores de vinho, a nível mundial, procurou responder a critérios relacionados com a qualidade, relação preço-qualidade, consistência e disponibilidade do produto, bem como o país de origem ou a natureza das castas produzidas.

   Os resultados foram finalmente revelados. Portugal pode felicitar duas empresas nacionais que, orgulhosamente, marcam presença no Top 15 do ranking das 50 marcas mais admiradas no mundo, no que diz respeito ao setor dos vinhos.

Eis as premiadas: Symington - 7º lugar 
                         Esporão - 13º lugar

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Sommelier - Vinho Tinto "Carvalhas", 2014

CARVALHAS
Real Companhia Velha, Douro, Tinto, 2014
38.00€* *PVP indicado pelo produtor

Nariz fino de frutos vermelhos e alguma ginja. Os taninos polidos, a leveza e a elegância conjugam-se com uma intensidade que surpreende, com leves vegetais e pimenta branca. Um vinho bonito pelo equilíbrio notável e pela pureza da fruta.




2014 Real Companhia Velha Quinta das Carvalhas ... | prices ...


Região

Douro

Produtor
Real Companhia Velha

Tipo
Tinto

Ano
2014

Grau
13.0º

Receita - Pà amb tomàquet "pan tumaca"

   O pão está presente, praticamente, em todas as casas portuguesas e espanholas. No entanto, existe uma diferença, que muda completamente a forma de apreciar este alimento, que constitui a base nutricional dos ibéricos.

   Sendo o tomate, uma cultura presente na grande maioria dos campos de cultivo da Península Ibérica, uma fruta muito apreciada por portugueses e espanhóis, que a utilizam na confeção de muitas iguarias presentes no seu dia-a-dia, faz com que a imaginação culinária não tenha limites e se proponha a apresentar sugestões de aproveitamento, do que se possuí de melhor e em maior quantidade nas despensas das famílias ibéricas - o pão e o tomate.

   É comum entrar num restaurante, na Catalunha, e ser recebido com pão caseiro barrado com a polpa e o suco do tomate, assim como está normalizada fazer-se uma refeição, por exemplo o pequeno-almoço ou um lanche, recorrendo unicamente a estes dois alimentos: o pão que fornece energia, sob a forma de hidratos de carbono e nutrientes essenciais, fibras e fitoquímicos; e o tomate que contribui com vitaminas A, B e C, e com sais minerais, como o fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

   Portanto, aqui deixamos uma sugestão de entrada, acompanhamento ou refeição ligeira, para aproveitar o que de melhor tem em sua casa ou na mercearia da sua rua, e desfrutar de uma bela refeição que não requer de nenhum esforço adicional.

Curiosidade:

   Trata-se de um hábito gastronómico dos catalães, el pà amb tomàquet. Adotado noutras regiões de Espanha e também ao seu idioma, onde é conhecido nacionalmente por "Pan Tumaca".

   Se perguntar a um catalão qual é a comida mais típica da sua gastronomia , a primeira coisa que lhe ocorrerá dizer é, sem dúvida, o "pà amb tomàquet".
   
Ingredientes:

- Pão (preferencialmente de forno de lenha e fino/achatado)
- Tomate maduro
- Azeite virgem-extra
- Sal (a gosto)

Método de confeção:

1 - Cortar o pão ao meio e separar as fatias
2 - Cortar o tomate ao meio e barrá-lo no pão 
3 - Deitar um pouco de azeite sobre o pão

Bom apetite!
   


terça-feira, 31 de março de 2020

Símbolos de Portugal - Vinhos

N2114d.jpgO Vale do Douro também podia ser chamado de vale encantado tal a beleza e encantamento que as suas paisagens oferecem.

Com partida do Porto, onde o rio desagua e onde desaguam também os vinhos do Douro (de mesa) e do Porto (vinho generoso) produzidos nas suas encostas, podemos conhecer de várias maneiras esta Paisagem Cultural, classificada Património Mundial: por estrada, de comboio, num barco de cruzeiro, ou até de helicóptero. Nenhuma delas nos vai deixar indiferentes.

Num percurso pelos Miradouros que oferecem as melhores vistas, teremos que cruzar o rio de norte para sul e vice-versa. Mas no caminho podemos admirar paisagens deslumbrantes sobre o rio e visitar vinhas, vilas e aldeias até chegar a Miranda do Douro, onde o rio entra em Portugal.

Começamos por visitar em Vila Nova de Gaia as caves onde o vinho do Porto envelhece. Ficamos a conhecer um pouco melhor este vinho aproveitando, como não poderia deixar de ser, para provar o precioso néctar. E no rio ainda hoje podemos apreciar antigos barcos rabelo, os únicos que transportavam o vinho das quintas produtoras até à foz antes da construção das várias barragens que tornaram o rio navegável.

No Peso da Régua, o Museu do Douro dá-nos a conhecer outra perspetiva da cultura do vinho e da região. Não longe, mas na margem sul, fica Lamego, uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal, situada na base duma imensa escadaria de azulejos azuis e brancos que leva ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. No Pinhão, mesmo à beira do rio, a estação de caminhos de ferro é de visita obrigatória para ver os seus antigos azulejos dedicados à cultura da vinha.

Antes de chegar ao Pocinho, podemos fazer um desvio na margem sul para conhecer o castelo de Numão e apreciar a vista sobre o horizonte. Pouco mais a leste fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma galeria de arte rupestre ao ar livre classificada Património da Humanidade, assim como o respetivo Museu em Vila Nova de Foz Coa.

Chegando a Barca de Alva entramos no Parque Natural do Douro Internacional já que o rio daqui até Miranda do Douro faz fronteira entre Portugal e Espanha. Neste percurso o rio corre apertado entre altas escarpas até chegar à pequena cidade raiana onde entra em Portugal.

Até Barca de Alva, o Alto Douro Vinhateiro é também a mais antiga região vinícola demarcada do Mundo. O rio fez a primeira obra cavando na terra os vales profundos, enquanto o Homem transformou as montanhas de xisto em terra e muros e nela plantou a vinha, verde no verão, cor de fogo no outono. Com uma sabedoria herdada de gerações, inclinou os terraços para que os raios de sol abracem as videiras e deem às uvas o calor de que o vinho precisa. Por isso dos frutos da terra e do trabalho do Homem se fez este vinho e esta paisagem únicos.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Sommelier - Vinho tinto "Batuta", 2016


BATUTA
Niepoort (Vinhos), Douro, Tinto, 2016
57.00€* PVP indicado pelo produtor


Belo aroma, acessível e aberto, com fruto encarnado vivo (framboesa e morango), urze, barrica quase imperceptível. Prova de boca de meio corpo, perfil leve e franco, tanino vivo, muito fresco e saboroso, grande definição e sofisticação. Um tinto muito gastronómico e diferente, no estilo ‘joie de vivre’.


Batuta

Região
Douro

Produtor
Niepoort (Vinhos)

Tipo
Tinto

Ano
2016

Grau
12.0°

Receita - Pastel de Bacalhau com Queijo da Serra

Pastel de bacalhau com Queijo da Serra

   O tradicional Pastel de Bacalhau, é considerado um petisco, entre os portugueses, faz já muito tempo. De facto, é extremamente comum entrar num café/snack bar, em Portugal, e encontrar na montra do estabelecimento os tão famosos pastéis de bacalhau, normalmente confeccionados de forma caseira e recorrendo à receita de família que segue testemunho, de geração em geração.
 
   Resultado da inovação trazida por um conjunto de novos chefs de cozinha, que procuraram reinventar a culinária tipicamente portuguesa, através da combinação de produtos autóctones. Surgiu uma fusão improvável, entre peixe e queijo, que se revelou um verdadeiro sucesso e que permite, num único produto, saborear aqueles que são, provavelmente, os dois produtos alimentares mais utilizados na gastronomia portuguesa.
 
   Segue a receita da combinação perfeita: bacalhau e queijo amanteigado.

Ingredientes:


300 g Bacalhau: postas e lombos
300 g Batatas para cozer
4 Ovos
Azeite q.b
1 Cebola picada
Sal e Pimenta q.b.
q.b. Óleo
Salsa picada q.b.
1 Queijo da serra

Modo de preparação:

Coza as batatas durante 30 a 35 minutos. Coza o bacalhau noutro tacho durante 10 minutos. Retire as peles e espinhas e desfie-o. Depois das batatas cozidas, esmague-as reduzindo a puré. 
Refogue a cebola em azeite. Misture-a com as batatas e o bacalhau desfiado até ficar uma massa homogénea. Depois acrescente a salsa e os ovos batidos amassando mais um pouco.
Com a ajuda de 2 colheres embebidas em azeite molde uma pequena bola de queijo da serra. A seguir, molde os pastéis de forma com que a bola de queijo fique dentro do pastel. Frite em óleo muito quente. Escorra-os em papel absorvente.

Bom Apetite!

quarta-feira, 25 de março de 2020

Projeto - Iberian Deli Wine Bar

   O projeto Iberian Deli Wine Bar pretende afirmar-se como um embaixador da gastronomia portuguesa e espanhola, juntando o melhor da cozinha ibérica. 
   A Península Ibérica está privilegiadamente localizada no globo, num espaço que é banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo, bem como  possui características únicas relacionadas com o relevo e com o clima, que distinguem as diferentes regiões e as privilegiam com atributos que potencializam o cultivo de culturas que constituem a base, daquela que é considerada a dieta mais saudável e apetitosa do mundo, a dieta mediterrânica.
Assim, apresentamos aquele que será o espaço, onde será possível estar em contacto com a matéria-prima e criação dos produtos e iguarias que fazem parte, à centenas de anos, da alimentação dos ibéricos. 
   Orgulhosamente damos as boas vindas ao futuro Iberian Deli Wine Bar, onde poderá encontrar o melhor presunto, queijo, vinho e iguarias tradicionais de Portugal e Espanha, de forma descontraída e apreciando a qualidade dos produtos apresentados com a tranquilidade e serenidade própria de um verdadeiro ritual de degustação. 
                                             Uma verdadeira experiência de chorar por mais! 

terça-feira, 24 de março de 2020

Símbolos de Portugal - Guitarra Portuguesa

   A guitarra portuguesa, constituída por seis pares de cordas, é o símbolo nacional do Fado.
 
   Este é considerado o género musical mais representativo de Portugal, expressando a melodia e ritmo da cultura popular portuguesa, mais especialmente a lisboeta.
 
   Reflete as dificuldades e vicissitudes próprias da vida, nomeadamente daqueles que pela dificuldade diária dos seus trabalhos e formas de subsistência sentem a dureza da vida; dos que sofrem por amor; dos que recordam alguém ou algo que está parcial ou definitivamente longe.
 
   O Fado, geralmente cantado a solo (por uma só pessoa) e acompanhado por uma guitarra clássica e por uma guitarra portuguesa, é resultado de uma vida junto ao mar e, que neste, encontra a única alternativa para uma vida melhor ou, pelo menos, para garantir uma refeição digna ao final do dia. Originário de um povo costeiro, que se lançou no séc. XV no empreendimento da expansão marítima que os conduziu a terras bem distantes: Japão, Índia e Brasil, e construiu na mentalidade portuguesa um sentimento único e inexplicável - a saudade. Traduzível como uma espécie de melodia, sentimento de falta ou mesmo tristeza que se prolonga no tempo e desenvolve uma espécie de incómodo, relacionado com o querer alcançar algo, que não se sabe bem o quê, mas que se sente como algo melhor e mais digno da condição humana, uma espécie de V império na terra, em que a fé cristã promoveria a paz e a felicidade em todo o mundo.
 
   Em suma, o fado canta a dor provocada pelo sofrimento humano: originado pela ausência, pelo amor, ódio, ciúme, inveja, pela tragédia, pela sina e sensação de desgraçadamente condenado à prisão que em que a vida se torna. Descreve a luz e as sombras da cidade, a esperança e a fatalidade, o nascimento e a morte, o eterno ciclo da vida com a constante certeza que tudo culmina na morte. Daí que a letra melódica e saudosista seja afrontada com um ritmo contrastante das guitarras e um compasso humorístico do fadista que reflete bem a luta quotidiana do ser humano com a imprevisibilidade da vida.