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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Vinhos - Denominação de Origem Cava

 Cava é uma denominação de origem protegida, caracterizada pelo vinho de tipo espumante, produzido segundo o método tradicional  - método champenoise, na região que o conselho regulador definiu como Región del Cava: formada por um total de 159 municípios nas seguintes províncias:

  • Barcelona - 63
  • Tarragona - 52
  • La Rioja - 18
  • Lleida - 12
  • Girona - 5
  • Álava - 3
  • Zaragoza - 2
  • Navarra - 2
  • Badajoz - 1
  • Valencia - 1

   O vinho espumante que hoje é conhecido como Cava, é resultado da influencia do champanhe francês, introduzido na região da Catalunha aquando da ocupação do exército francês entre 1823 e 1827.

   Através das investigações de Luis Justo Villanueva no Instituto Agrícola Catalán de San Isidro começa-se a definir oficialmente a forma de produzir um vinho com características bastantes semelhantes ao produzido na região de Champagne, uma vez que tanto o processo de elaboração do vinho, como as castas das uvas presentes nele eram francesas. Conforme está indicado no livro De l'aiguardent al cava, escrito por Josep Colomé Ferrer.

   No entanto, em 1887 é quando se dá a primeira aparição de filoxera em Girona, região da Catalunya, devastando praticamente todas as vinhas. Consequentemente, houve a necessidade de se replantar as vinhas, ainda que, por intermédio de um plano de reconversão e reestruturação, se tenha investido na introdução de castas brancas autóctones. É esta decisão que irá permitir o desenvolvimento do vinho espumante que já era fabricado nestas regiões com uma personalidade própria e características que o distinguem do seu modelo de inspiração - Champagne.

   Com o desenvolver da produção e o aumento da rivalidade entre Espanha e França, devido à crescente popularidade do espumante espanhol que concorria em mercados semelhantes ao dos produtores franceses, estes criaram uma Denominação de Origem Protegida que impedia vinhos espumantes elaborados fora da região delimitada de Champagne de se poderem intitular com esta designação.

   Desta forma, surge a necessidade de se constituir o Conselho Regulador de Vinhos Espumantes que aprova a denominação de Cava, que é inspirado no local onde estes vinhos eram fabricados e passavam pelo processo de amadurecimento. Pondo um ponto final ao conflito entre produtores de ambos os lados da fronteira que rivalizavam pela conquista de mercado e popularidade da marca ue defendiam.


   A escolha das castas é fundamental para que resulte um Cava interessante ao paladar, visão e olfato do consumidor. A diversidade de Cavas é resultado de um conjunto de fatores, influenciados pelo terroir, ou seja, geologia, topografia, drenagem, clima, microclima, intervenção humana, cultura, tradição e história, resultando um produto único que é percetível quando abrimos a garrafa.

   Um Cava tradicional aplica o seu método às variedades de castas autóctones de Penedès, sendo que cada casta, pelas características que aporta, contribui de forma diferente, sendo da responsabilidade do enólogo a ligação entre as várias castas para que resulte um vinho harmonioso e equilibrado:
  • o macabeo - doçura e bouquet aromático
  • a parellada - frescura, delicadeza e aromas
  • o xare.lo - corpo e estrutura
   É portanto, a partir destas castas, entre outras, que se elaboram o vinho de base, que segue os mesmos processos do vinho de mesa. E, posteriormente passa por uma segunda fermentação, devido à adição de vinho branco, açucares e leveduras que contribuem, através do processo de fermentação, para o surgimento do dióxido de carbono e de aromas singulares.

   Em seguida, as garrafas entram em caves (Cavas) escuras e silenciosas, onde ficam, no mínimo nove meses, a repousar na horizontal.

   Como, após a fermentação, ainda existem vestígios de leveduras e impurezas, é necessário que todos os dias se mova a garrafa - na medida de 1/8 de volta e ao mesmo tempo aumentando a inclinação.

   O objetivo é concentrar todos os sedimentos no gargalo da garrafa, para que quando o processo de "removido"esteja concluído ("em punta"), se tire a rolha e com a pressão, saí uma pequena quantidade de espuma, levando com ela todos os sedimentos depositados à superficie do gargalo - "degollamiento"




segunda-feira, 13 de abril de 2020

Receita - Ovos com Alheira

Ovos com Alheira

Esta receita é uma excelente e saborosa entrada, podendo ser acompanhada com tostas, pão ou simplesmente saboreada sozinha...


Ingredientes:

100 g Alheira de caça
2 Dentes de alho
4 Ovos classe L
q.b Salsa
1 c. chá sal

Modo de preparação:

Alheira, coloque uma frigideira ao lume com a alheira sem pele e os alhos picados.

Esmague a alheira e deixe saltear cerca de 5 minutos.

Bata os ovos com a salsa picada e o sal e introduza-os na frigideira, deixando saltear um pouco.

Bom Apetite!

sábado, 11 de abril de 2020

Queijo da Serra da Estrela

   O Queijo Serra da Estrela é o mais antigo e mais conhecido queijo de ovelha de Portugal. É produzido na região da Serra da Estrela, onde se encontram as ovelhas de raça "Serra da Estrela" e as "Churra Mondegueira" que são as de melhor capacidade leiteira. Em 1996, a União Europeia atribuiu à raça Denominação de Origem Protegida (DOP).

    As ovelhas pastam livres nos campos existentes na serra e os queijos são produzidos de forma tradicional, sempre com mesmos rituais que têm centenas de anos. Os pastores escolhem os melhores campos com as melhores ervas para os rebanhos, que saem de de manhã e são recolhidas à noite.

   O queijo sempre da mesma ordenha, produzido no Inverno, nas casas frias de granito da região e coalhado quando entra em contacto com o sal e flor do cardo da região, curado entre 60 e 120 dias, são alguns rituais que fazem o queijo ser especial e com a qualidade desejada.

Em 2011, foi considerado uma das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal.





   O processo de obtenção do Queijo Serra da Estrela DOP inicia-se com a ordenha manual das ovelhas, depois o leite é filtrado através de panos brancos, aquecido até aos 28-32ºC e salgado. Adiciona-se a este a flor do cardo Cynara cardunculus (cerca de 0,2 a 0,3g), previamente moída com sal.

   Passado 45 minutos é realizado o corte manual da coalhada e é filtrado novamente, de forma a remover o soro restante.

   Uma vez ocorridas as etapas de moldagem, Posteriormente é prensado e salgado novamente.


   A fase da maturação ocorre duas vezes com tempo mínimo de 60 dias.




   A Serra da Estrela situa-se no centro de Portugal e é uma cadeia montanhosa onde se encontra o ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre. É nesta porção de território que se encontra o Parque Natural Serra da Estrela, maior área protegida em solo português. É a única região com neve em Portugal. Existem mais de 300 quilómetros de trilhos onde se podem observar as mais belas paisagens que as montanhas oferecem. Três rios nascem nesta serra: o Zêzere, o Alva e o Mondego.






   Este tipo de queijo pode ser encontrado no Iberian Deli Wine Bar:
- Queijo da Serra da Estrela Amanteigado (18,50€/Kg)
- Queijo da Serra da Estrela Velho (18,50€/Kg)



Sommelier - Vinho Verde "Deu la Deu", 2016

DEU LA DEU
Adega Coop. de Monção, Vinho Verde Monção e Melgaço, Branco, 2016
14.00€* *PVP indicado pelo produtor


É um Alvarinho de perfil maduro, com fruta muito expressiva, pêssego, laranja e flor de de laranjeira, intenso mas ao mesmo tempo muito elegante e rico. A boca untuosa revela notas de ameixa branca e clementina, muita harmonia e presença num excelente exemplar da casta.


Deu la Deu

Região

Vinho Verde

Produtor
Adega Coop. de Monção

Tipo
Branco

Ano
2016

Grau
13.0º

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Notícia - A Gastronomia Ibérica e o Guia Michelin

"A gastronomia ibérica está segura das suas raízes e do caminho a seguir"


Esta foi a frase proferida pelo chef Angél León, na véspera da apresentação do Guia Michelin, em Sevilha.


   A Península Ibérica, maioritariamente divida por Espanha e Portugal, mas também por Andorra e Gibraltar, incluindo pequenas parcelas de território de soberania francesa a norte dos Pirenéus, tem 580.000 km2, sendo a segunda maior península do continente europeu. É apenas ultrapassada, em dimensão, pela península Escandinava, e, em população, pela península Balcânica.

   Os seus pontos mais extremos são: a ocidente o Cabo da Roca, a oriente o Cap de Creus, a sul a Ponta de Tarifa e a norte a Estaca de Bares. Todos estes pontos têm em comum a água, seja pelo Oceano Atlântico, seja pelo Mar Mediterrânico.

   Daí que o chef Angél León, no seu restaurante "Aponiente", detentor de três estrelas Michelin , localizado em Cádiz no sul de Espanha, tenha a Baía da cidade como inspiração e o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo como influência na sua carta.

   O chef que é o responsável pelo jantar da gala de apresentação do Guia Michelin Espanha e Portugal 2020 defende que "os grandes" cozinheiros portugueses e espanhóis são "defensores da tradição" ibérica e "grandes amantes" dos produtos autóctones. 

   Sobre o estado da gastronomia em Portugal, Angél León fez referência a Henrique Sá Pessoa, proprietário do restaurante Alma, em Lisboa, e ao austríaco Hans Neuner que é o responsável pelo restaurante Ocean, no Algarve. Ambos possuem duas estrelas Michelin e "representam essa nova cozinha portuguesa com personalidade atlântica, defensores dos peixes e mariscos locais".

   Neste jantar, que serve de mote para a apresentação da próxima edição do Guia Michelin da Península Ibérica, os cerca de 500 convidados, têm a oportunidade de provar os pratos confecionados por oito chefs andaluzes, incluindo Angél, no histórico Casino da Exposição, inaugurado em 1929, aquando da exposição Ibero-Americana.

   Esta gala têm um significado especial uma vez que comemora também os 110 anos do lançamento Guia Michelin Portugal e Espanha, "o que implica uma maior responsabilidade e respeito" por parte dos oito cozinheiros que têm a liberdade/responsabilidade de decidir quais são as suas propostas gastronómicas.

   Segundo o chef, "a Andaluzia está num momento gastronómicamente sublime e que uma gala tão importante se realize aqui é algo que nos faz orgulhar e mostrar o nosso melhor". Por isso mesmo, espera "uma chuva de estrelas para a cozinha de qualidade" 

   A Guia Michelin tinha anunciado recentemente que 2020 seria um "ano excecional" para a gastronomia de ambos os países, com um "crescimento em todas as categorias", especialmente na atribuição de uma estrela.

   Situação atual do Guia Michelin em Portugal e Espanha:


   Portugal 
  • 20 restaurantes com 1 estrelas ("uma cozinha de grande fineza, compensa parar");
  • 6 restaurantes com 2 estrelas ("uma cozinha excecional, vale a pena o desvio");

   Espanha
  • 170 restaurantes com 1 estrela ("uma cozinha de grande fineza, compensa parar");
  • 25 restaurantes com 2 estrelas  ("uma cozinha excecional, vale a pena o desvio");
  • 11 restaurantes com 3 estrelas ("uma cozinha única, justifica a viagem") 

   O Guia Michelin é um guia de referência, publicado pela primeira vez em 1900 por André Michelin , com o objetivo de  promover o turismo para o crescente mercado automobilístico.

   Está presente na maioria dos países europeus e nas principais cidades do mundo, premiando os melhores restaurante, através de uma classificação de uma até três estrelas. 

   Por se tratar do guia mais respeitado do mundo, representa o sonho ou o pesadelo de qualquer chef de cozinha, visto que a atribuição de uma estrela significa a ascensão do restaurante e dos seus profissionais, assim como a perda de uma delas pode conduzir a uma tragédia, como aconteceu com o chef Bernard Loiseau que se suicidou em Fevereiro de 2003, aos 52 anos, devido à ansiedade provocada por um rumor de que o seu restaurante iria perder as três estrelas que possuía.

   Assim, há quem lute incansavelmente por conseguir a tão afamada estrela, como há quem não as queira, como é o caso do restaurante português "Henrique Leis", em Almancil, que comunicou, por intermédio do seu chef, com o mesmo nome, que pretendia abdicar da estrela que detinha à 19 anos, alegando cansaço e autonomia para desenvolver outros interesses.



segunda-feira, 6 de abril de 2020

Sommelier - Vinho Verde " Anselmo Mendes Curtimenta" 2016

ANSELMO MENDES CURTIMENTA
Anselmo Mendes Vinhos, Vinho Verde Monção e Melgaço, Branco, 2016
24.00€* *PVP Indicado pelo produtor

O mosto permaneceu 12 horas em fermentação com as películas da uva. Revela-se muito complexo e rico, com aromas e sabores de casca de citrinos, leve nota amarga de tanino, especiarias, ervas aromáticas. Encorpado e sólido, alia carácter e elegância de forma invulgar, resultando vigoroso, mas fino, de vincada personalidade no final impactante e de grande persistência. Um vinho para crescer na garrafa.


Curtimenta Alvarinho 2016 - Garrafeira 5 Estrelas
Anselmo Mendes Curtimenta

Região
Vinho Verde

Produtor
Anselmo Mendes Vinhos

Tipo
Branco

Ano
2016

Grau
13.0º

domingo, 5 de abril de 2020

Receita - Tortilha de Batata

   Quando pensamos em Tortilha de Batata, vêm-nos imediatamente à ideia - Espanha. Por se tratar de uma iguaria amplamente difundida em território espanhol, mas também nos países hispânicos. 

   Independentemente da cidade espanhola que visitemos, cada uma com as suas características, história e hábitos próprios, de uma coisa podemos ter a certeza - iremos seguramente ter a oportunidade de provar a tão famosa tortilha.


   A receita é simples e invariável, ainda que os métodos de confeção variem, mediante os gostos, experiência ou tradição de quem a cozinha, no momento de adicionar este ou aquele ingrediente, de cortar a batata desta ou daquela forma, ou mesmo na escolha da frigideira ideal que permita resultar uma tortilha com a forma e textura perfeita.


  

    A Origem


   A origem, desta iguaria que se tornou patrona da gastronomia espanhola, é inexata. No entanto, no decorrer de investigações levadas a cabo por alguns historiadores e entusiastas da gastronomia hispânica, foi possível identificar alguns documentos antigos que revelam ou, pelo menos, sinalizam a possível origem da receita que perdurou até hoje, fazendo parte do livro de receitas presente na casa de qualquer família espanhola.

   
   O primeiro documento que fazia referência à dita iguaria, data de 1817, é dirigido às Cortes de Navarra para informar os governantes da condição precária em que viviam os habitantes de Pamplona - "dos o tres huevos en tortilla para cinco o seis, porque nuestras mujeres la saben hacer grande y gorda con pocos huevos mezclando patatas, atapurres de pan u otra cosa".

   Outra teoria, sugere que o general Tomás de Zumalacárregui, durante a Primeira Guerra Carlista (1833 - 1840), com o objetivo de saciar a fome das suas tropas, inventou a Tortilha de Batatas, por se tratar de uma refeição simples e nutritiva.

   
   Há ainda quem defenda que o mérito se deva atribuir ao chef  belga Lancelot de Casteau, que trabalhou nas cozinhas de três bispos de Liège, e publicou a receita da Tortilha em 1604.

   Ainda assim, no livro "La Patata en España. Historia y Agroecología del Tubérculo Andino", escrito por Javier López Linaje, membro do Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol, defende que a origem da Tortilha de Batata provém da região da Extremadura, nomeadamente de Villanueva de la Serena, no século XVIII. A tese é sustentada através de documentos que fazem referência à Tortilha de Batata nesta localidade em 1798, atribuindo a sua invenção a Joseph de Tena Godov e ao Marquês de Robledo



   A Receita

Ingredientes:

  • 10 Ovos normais
  • 1 kg de batatas galegas
  • Azeite virgem extra
  • 1 Cebola grande (opcional)
  • Sal q.b.
Passos:
  1. Descascar, lavar e, muito importante, secar as batatas;
  2. Cortar em laminas semifinas ou, há quem prefira, cascar a batatas em pequenas tiras;
  3. Escolher uma frigideira grande e anti-aderente, depositar uma quantidade de azeite generosa e colocar ao lume;
  4. Introduzir as batatas na frigideira e deixar durante, aproximadamente 20min em lume brando
  5. Enquanto as batatas estão ao lume, escolhemos um recipiente para bater os ovos e, posteriormente depositar as batatas;
  6. Descascar a cebola e cortar o mais fino possível;
  7. Noutra frigideira, aquecer outra dose de azeite e acrescentar a cebola até ficar dourada/caramelizada;
  8. Como a cebola estará pronta antes das batatas, devesse retirá-la e escorrer o azeite, acrescentado-a posteriormente ao recipiente que contém os ovos batidos;
  9. Nesta fase as batatas já estarão prontas, como tal à que retirá-las da frigideira e secá-las, o melhor possível, em papel absorvente;
  10. Juntar as batatas ao recipiente, com os ovos batidos e a cebola, e esperar durante 15min para que os sabores se unam na perfeição;
  11. Na mesma frigideira em que foram fritas as batatas, escorrer o azeite e juntar a mistura presente no recipiente, após os 15min de repouso;
  12. Para que a tortilha fique suculenta, espere somente 4min e, acrescentando um prato que cubra na totalidade a frigideira, dê a volta á mesma e espere, novamente, 4min. Esta fase é crucial para que a tortilha fique com a forma desejada, sendo que, para tal, é importante que com a ajuda de uma espátula corrija as bordas da tortilha, ficando com a superfície lateral completamente redonda;
  13. Após os 4min, volte a colocar uma prato, do mesmo tamanho, limpo e está servida.
 Leve à mesa e deixe que cada um corte a fatia com o tamanho que desejar. Ou corte previamente na vertical e na horizontal, colocando palitos em cada um dos quadrados para que seja mais fácil retirar a porção desejada.



Ou, poupe-se ao trabalho, e venha desfrutar, desta deliciosa receita, no Iberian Deli Wine Bar
Bom apetite!

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Símbolos de Portugal - Eléctrico de Lisboa

   Os eléctricos fazem parte da moldura de Lisboa. A cidade é conhecida pelos seus "pequenos comboios" amarelos que sobem e descem as colinas da cidade, levando com eles pessoas de todas as gerações e nacionalidades, com diferentes propósitos e destinos.
   A rede de eléctricos está integrada na empresa de transportes públicos Carris.

Total de carreiras - 6
Distância total das carreiras - 31 Km
Total de condutores - 138
Total de veículos - 63

Curiosidades:
  • Os condutores dos eléctricos são denominados guarda-freios;
  • A frota é constituída por 45 eléctricos remodelados (os mais conhecidos), 10 articulados (os mais recentes) e 8 históricos ligeiros (os mais antigos, de cor vermelho/grená);
  • Todas as carreiras prestam serviço na área metropolitana de Lisboa, à exceção da carreira 15E, que tem como destino Algés, servindo o município de Oeiras;
  • A rede que alimenta os eléctricos tem uma medida invulgar, que por essa razão é utilizada em poucos sistemas de transporte, a nível mundial. A natureza da rede é em bitola reduzida de 900mm, sendo a cidade de Linz a única rede urbana a utilizar o mesmo sistema de rede em transportes, como é o caso do eléctrico;
  • A alimentação da rede é de 600V em corrente contínua.

As carreias, atualmente, ao serviço dos lisboetas são:

12E: Socorro - Martim Moniz
15E: Praça da Figueira - Jardim de Algés
15E: Jardim de Algés - Praça da Figueira
18E: Caís do Sodré - Belém
18E: Belém - Caís do Sodré
24E: Praça Luís de Camões - Campolide
24E: Campolide - Praça Luís de Camões
25E: Campo de Ourique (Prazeres) - Praça da Figueira
25E: Praça da Figueira - Campo de Ourique (Prazeres)
28E: Martim Moniz - Campo de Ourique (Prazeres)
28E: Campo de Ourique (Prazeres) - Martim Moniz

O famoso eléctrico 28

   O seu trajeto inicia-se no Largo Martim Moniz, em pleno centro histórico da cidade de Lisboa, e segue em direção ao bairro da Graça, continuando até à Igreja de São Vicente de Fora. Prosegue a viagem, através de ruas estreitas, largos pitorescos e fachadas que contam a história medieval da cidade, até Alfama.

   No miradouro do Largo das Portas do Sol, a vista sobre a cidade e o calor, transmitido pelos raios de sol a refletir sobre as águas do rio, permite ao viajante seguir viagem até ao seu destino de cara lavada e com a certeza de que o paraíso é aqui, na Terra. Esta localização é também estratégica, no sentido em que, das Portas do Sol, se chega facilmente ao Castelo de São Jorge.

   O eléctrico segue o seu percurso em direção à Baixa Pombalina, passando ao lado daquela que é a sede do Patriarcado de Lisboa, mas também uma verdadeira testemunha da conquista da cidade aos mouros, protagonizada pelo fundador de Portugal - Dom Afonso Henriques. Pelo que começa a descer pela requisitada Rua da Conceição, onde o comercio tradicional  e os hábitos citadinos se fazem marcar, bem do jeito português.

   O Chiado é o bairro que se segue e, com ele, novas dinâmicas, arquitetura, decorada com pequenos frisos Art Nouveau, e comércio se vislumbram. De facto, tratasse de um local muito trendy, onde os jovens artistas se concentram, pela proximidade da Universidade de Belas Artes. E as pessoas, aí costumam passear para absorverem novas ideias, quer seja das montras de lojas, como através do contacto com um ambiente, onde as novas tendências de moda , musica e lifestyle se manifestam liberalmente nas artérias do bairro.

   Após passar pelo Largo do Camões e se ter tido a oportunidade de testemunhar a figura de outro grande escritor, que pelo seu hábito de tomar café na pastelaria A Brasileira, aí ficou imortalizado, fazendo as delicias de quem pára na esplanada para tomar algo ou simplesmente tirar uma foto, num largo normalmente repleto de pessoas e animado por artistas que aí aproveitam para fazer demonstrações das suas capacidades e criações artísticas, segue caminho para o Bairro Alto, dando o mote para um jantar ou plano com amigos, numa área caracterizada pela dinâmica noturna e convívio "fora de horas".

   O 28, desce a colina, desta vez, pela Calçada do Combo, tendo como notoriedade maior a Assembleia da República, onde os governantes e deputados portugueses se reuniam para definir e discutir as estratégias do país. Tendo como destino seguinte a Basílica e jardim da Estrela, o percurso continua através do bairro residencial, tipicamente associado às famílias tradicionais lisboetas, de Campo de Ourique e segue para o Largo dos Prazeres, onde está plantado um importante cemitério que acolhe algumas das figuras mais proeminentes da sociedade portuguesa que residia em Lisboa.

   Por fim, o famoso elétrico 28, famoso por causa do seu trajeto que faz a delícia dos visitantes, mas também de quem nasceu e reside na cidade das sete colinas, termina o seu percurso, mas nem por isso é merecedor de descanso, uma vez que chegando à sua última paragem dá a volta e regressa novamente ao seu ponto inicial - Largo Martim Moniz.

   Posto isto, quem utiliza o tradicional elétrico amarelo (remodelado, com a missão de transportar os cidadãos) ou grená (histórico, utilizado para percursos turísticos, com direito a guia local e explicações sobre os locais mais emblemáticos do trajeto) tem sempre a oportunidade de voltar a percorrer o caminho e deparar-se com novas perspetivas e ângulos diferentes que permitam conceber um ponto de vista sobre a cidade de Lisboa, uma cidade de gente humilde e simpática, de calçada e Tejo, de gaivotas e música, de cheiro e luz, de vida e saudade de um tempo que se esgota.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Sommelier - Vinho tinto "Outrora Clássico", 2013

OUTRORA CLÁSSICO
V Puro, Bairrada, Tinto, 2013
34.00€* *PVP indicado pelo consumidor

Fermentação em lagar e dois anos em barrica. Aroma muito fresco e alegre, fruto vermelho delicado, fumados de grande qualidade, percepção de complexidade e leveza. Belíssima acidez em boca, toque mineral, fruto do tipo groselha, tanino sólido mas polido e saboroso. Muita classe, carácter e presença.


2013 Outrora Baga tinto
Outrora Clássico



Região
Bairrada

Produtor
V Puro

Tipo
Tinto

Ano
2013

Grau
13.0º

Receita- Pão com Chouriço

Pão com Chouriço

O pão com chouriço é uma receita tradicional, muito apreciada entre os portugueses, normalmente durante o período do lanche/merenda ou ocasiões festivas.

Ingredientes:

500 gr. farinha de trigo sem fermento
200 ml. água morna
7 gr. fermento de padeiro (pode optar por fermento de padeiro em pó)
10 gr. sal
1 chouriço

Modo de preparação:

Misturamos todos os ingredientes (caso o fermento seja de padeiro, deverá dissolve-lo num pouco de água) numa tigela e amassamos muito bem, diretamente com as mãos. Até obter uma massa bem consistente.
Depois da massa se encontrar no ponto, polvilhamos com farinha e marcamos uma cruz no meio da massa, assim teremos um ponto de referência quando a massa já se encontrar levedada.
Em seguida tapamos a tigela com uma toalha e deixamos repousar cerca de 1 hora, num sítio com uma temperatura amena (não pode ser num sítio muito frio) para a massa começar a levedar.
Passado 1 hora destapamos a tigela e podemos começar a manusear a massa. Reparem que a massa deve estar bastante fofinha, ou seja, levedada.
Corte o chouriço em rodelas muito fininhas ou em pedaços pequenos, como preferir e separe.
Polvilhar com farinha uma parte da sua bancada para manusear melhor a massa, evitando assim que a massa se cole á bancada. Para retirar a massa da tigela sem que se pegue ás mãos coloque alguma farinha nas mãos e vá polvilhando a massa em volta da tigela.
Massa pronta, divida-a em 8 pedaços iguais, Estenda cada pedaço da massa em forma de um rectângulo, coloque generosamente rodelas fininhas de chouriço e vá enrolando.
Pré-aqueça o forno a 220º. Polvilhe com farinha um tabuleiro de ir ao forno. Coloque os pães com chouriço no tabuleiro e leve ao forno, sempre a 220º.
Aguarde 30 min. Retire do forno e enrole num pano até arrefecer.

Bom apetite!

Sommelier - Symington e Esporão entre o Top 15 das melhores empresas, a nível mundial, do vinho

   A revista Drinks International, iniciou em 2011, um projeto de avaliação e estudo do mercado dos vinhos, no panorama internacional, com o objetivo de classificar as melhores empresas vitivinícolas.

   Neste sentido, à nove anos que reúne profissionais de diferentes setores da industria do vinho: comerciantes, retalhistas, importadores, profissionais de bar, proprietários de garrafeiras e estabelecimentos de restauração, Master of Wine, críticos e jornalistas especializados em vinho, e profissionais de enologia.
   Em cooperação com uma empresa especializada em estudos de mercado, analise de estatísticas e consultoria - Wine Inteligence, que realizou cerca de 160.000 entrevistas a consumidores de vinho, a nível mundial, procurou responder a critérios relacionados com a qualidade, relação preço-qualidade, consistência e disponibilidade do produto, bem como o país de origem ou a natureza das castas produzidas.

   Os resultados foram finalmente revelados. Portugal pode felicitar duas empresas nacionais que, orgulhosamente, marcam presença no Top 15 do ranking das 50 marcas mais admiradas no mundo, no que diz respeito ao setor dos vinhos.

Eis as premiadas: Symington - 7º lugar 
                         Esporão - 13º lugar